O mendigo e o avarento.
Lá vive um homem avarento que jamais se compadeceu de quem lhe bate à porta em busca de ajuda."
O mendigo se viu atraído justamente pela casa e, ao bater na porta, surgiu um velho de semblante pesado. "Como te atreves a me incomodar? Nada tenho para dar", disse.
"Senhor, ouvi tua fama, de que conheces a ciência do comércio. Gostaria de saber quanto o senhor pagaria por uma esmeralda semelhante a um olho de gato e com tamanho de amêndoa.
Entendendo estar diante de um bom negócio, ele disse. "Entra, toma um banho. Te darei roupas novas e mandarei que meus servos te preparem a ceia. Então repousarás em paz."
Assim, o mendigo teve a melhor noite de sua vida. Ao levantar-se, foi levado a uma saia suntuosa onde uma mesa farta o aguardava. "Passastes bem a noite?", perguntou o velho avarento. "Sim, senhor. Nunca saberei como pagar a vossa infinita bondade."
"Se é verdadeira a tua gratidão, deixa-me ver de perto a esmeralda da qual me falaste ontem."
"Perdão, meu senhor, mas vivo de esmolas. Eu nunca tive tal pedra nem disse ao meu senhor que a possuía. Apenas perguntei vossa avaliação precisa para que, no dia em que eu viesse a ter uma, soubesse negociá-la com sabedoria."
O velho, tomado pela fúria, bradou: "Te levarei à prisão para que sejas enforcado ainda hoje como ladrão que és."
"Senhor, nunca lhe menti! A ganância o levou a concluir, precipitadamente, algo que eu nunca disse."
Moral da historia:
Em busca da fortuna, muitos se perdem em caminhos tortuosos e cheios de enganos. O servo de Deus, porém, é sábio. Sendo dizimista fiel, constrói sua prosperidade sobre a rocha, jamais terá falta do pão. Nem ele, nem sua família.

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